terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Qual a nota de ENADE do seu curso tecnológico?


Apenas 38% dos cursos tecnológicos passaram por avaliação do MEC

Matrículas triplicaram de 2003 a 2009. 
Cursos com avaliação ruim reúnem 160 mil estudantes.

Do G1, com informações da Agência Estado
Entre 2003 e 2009, as matrículas em cursos tecnológicos no Brasil cresceram 324%. A qualidade desses cursos, no entanto, só começou a ser avaliada nos últimos três anos. O retrato levantado não é bom: cerca de 160 mil estudantes estão hoje em um curso superior de qualidade ruim. Mais que isso: até agora, apenas 38% deles passaram por algum tipo de avaliação do Ministério da Educação (MEC).
O avanço dos cursos tecnológicos no Brasil foi vertiginoso. Em 2000 havia apenas 364 cursos registrados. Em 2009, o Censo da Educação Superior registrava 4.449 cursos, um crescimento de 1.122%. De todos esses cursos, no entanto, apenas 1.723 já passaram por uma avaliação do MEC. Só 1.216 receberam conceitos. Os demais não tiveram graduandos suficientes para fazer o Exame Nacional de Desempenho do Estudante (Enade).
Nos poucos cursos que já foram avaliados, a situação não é boa. Na média dos três anos de Enade, 33% tiveram conceitos de curso inferiores a 1,95 ponto e terão de passar por um processo de supervisão. Em 2008 e 2007, o resultado da avaliação foi ainda pior: mais de 40% dos cursos tiveram os piores conceitos. Em 2009, esse porcentual caiu para 27%. Mas 2009 também foi o ano em que mais cursos ficaram sem avaliação completa, porque eles não ainda possuíam turmas de formandos.
Nos mesmos três anos de avaliação, outros 40% ficaram com conceitos entre 1,95 e 2,95 pontos - o que significa que têm nota 3 para o MEC e são considerados "regulares", mas não que sejam realmente cursos de qualidade. Vinte e nove cursos ficaram com notas abaixo de 1. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

A Tragédia da Deseducação

Chuvas, chamas e luz – Artigo J. O Globo 12/02/2011

            As dores não têm escala de medição. Mas algumas são mais profundas, outras mais extensas.
         Nada pode ser comparado em profundidade à dor de recuperar o corpo sem vida de um filho soterrado. A extensão desta dor se amplia quando o número de mortos chega a centenas de corpos em uma mesma cidade, como vimos nestas últimas semanas na região montanhosa do Rio de Janeiro.
É de outra escala, mas também forte, a dor daqueles que, nestes últimos dias, viram seus sonhos de alegria incinerados pelas chamas.
Muito diferente é a dor, sem choros, mas extensa socialmente, daqueles que percebem a tragédia, nestes mesmos dias, da volta às aulas nas escolas do Brasil. As crianças voltam até com alegria pelo reencontro de amigos, pela algazarra da convivência. Mas, olhando com mais cuidado, percebe-se que neste imenso movimento de quase 53 milhões de alunos, outros 50 milhões de pais, dois milhões de professores, em cerca de 200 mil escolas, há um processo de soterramento e de incineração do futuro.
       Ao longo da nossa história, nossas crianças têm sido matriculadas em escolas defasadas das exigências educacionais necessárias para o século XXI. Em conseqüência deste passado, apesar de esforços recentes, em pleno século XXI, cerca de 3% do total de nossas crianças não ingressarão na escola este ano. Parece pouco e muitos comemoram a diminuição desta exclusão em relação às últimas duas décadas, mas esquecem que esta pequena percentagem significa cerca de dois milhões de crianças. Dos que se matricularão e voltarão à escola nesta semana, a maior parte ainda não a freqüentará todos os dias ou não assistirá todas as aulas, ou não permanecerá n a escola todos os anos da infância e da adolescência. Dentre os que superarem todas estas falhas, poucos adquirirão o conhecimento necessário para enfrentar os desafios do futuro. Não aprenderão a deslumbrar-se com a beleza das artes, não adquirirão a capacidade de indignar-se com as injustiças, nem o compromisso de lutar por um Brasil melhor; nem a sensibilidade cidadã para uma convivência social mais respeitosa e democrática; nem o conhecimento científico necessário para a construção de uma sociedade mais eficiente, sintonizada com a modernidade do mundo.
        Nas atuais condições, não mais de 20% terminarão um ensino médio de qualidade satisfatória. O que agrava ainda mais a situação é o fato de que o conhecimento se distribuirá de forma desigual, fazendo da escola o berço da desigualdade, no lugar da escada para a igualdade.
         A continuidade deste passado histórico representará uma forma de soterramento do saber, de incineração de cérebros. Hoje não sentimos a dor desta perda, porque banalizamos e nos acostumamos com a tragédia que acontece de forma indolor, sem chuvas, sem chamas, sem choros.  Mas amanhã, se continuarmos no ritmo do passado, estaremos amarrados a viver em um país com todas as conseqüências do descaso com a educação; com desigualdade, violência, pobreza, uma economia atrasada, mesmo que potente, e até insegurança nas encos tas dos morros e nos barracões das escolas de samba.
Com sua repetição secular, a tragédia da deseducação deixa de ser sentida, perdemos consciência dela. Mas quem mergulha no futuro com sentimento patriótico, olhando o que ocorre ao redor, no mundo por vir, sente que falta fazer hoje uma revolução na educação, para assim, construirmos o amanhã.
Para os que têm esta consciência, a dor histórica não tem a profundidade da perda de entes queridos, mas é grande pela extensão de suas conseqüências: o risco da Nação ter seu futuro comprometido.
         Felizmente, desperta no Brasil a dor e o sentimento com este risco. Diversas organizações lutam pela necessidade de mudanças na educação. Mas, sobretudo, a fala da presidenta Dilma em seu primeiro pronunciamento em cadeia nacional traz esperança. Pela primeira vez em nossa história, um governante nacional escolhe esta data e este tema para falar à Nação, ao invés de outros temas considerados mais importantes. Sobretudo, pela primeira vez ouve-se de um Chefe de Estado a idéia de que “País rico é país sem pobreza”, e o caminho para esse progresso é a educação.
         Como a presidenta solicitou, cabe a nós alertarmos, sugerirmos, apoiarmos e cobrarmos tudo que é preciso fazer para realizar a Revolução na Educação que o Brasil precisa e pode fazer. A presidenta mostrou uma luz. Compromete-se com ações e convoca o país, cada cidadã e cidadão a cumprir sua parte na luta por uma revolução na Educação.
Cristovam Buarque é Professor da UnB e Senador pelo PDT-DF

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Calcule o prejuízo!


07/02/2011 07h22

País perde R$ 9 bilhões com evasão no ensino superior, diz pesquisador

Média da evasão no país em 2009 foi de 20,9%, segundo censo do MEC.
Apenas 47,2% dos estudantes se titularam após quatro anos de curso.

Fernanda NogueiraDo G1, em São Paulo
Abandono de estudantes nas universidades provoca prejuízo (Foto: TV Globo/Reprodução)Abandono de estudantes nas universidades provoca
prejuízo (Foto: Reprodução/TV Globo)
As perdas financeiras com a evasão no ensino superior em 2009 chegam a cerca de R$ 9 bilhões, segundo cálculo do pesquisador do Instituto Lobo para o Desenvolvimento da Educação, da Ciência e da Tecnologia, Oscar Hipólito, com base nos números do Censo do Ensino Superior divulgados pelo Ministério da Educação em dezembro do ano passado.
Os dados do censo mostram que de 2008 para 2009, um total de 896.455 estudantes abandonaram a universidade, o que representa uma média de 20,9% do universo de alunos. Nas instituições públicas, 114.173 estudantes (10,5%) largaram os cursos. Nas particulares, um total de 782.282 alunos (24,5% dos estudantes) evadiram (veja gráfico abaixo). Cada estudante custa por volta de R$ 15 mil ao ano na universidade pública e em média R$ 9 mil ao ano na instituição privada, de acordo com o pesquisador, que é ex-diretor do Instituto de Física do campus São Carlos da Universidade de São Paulo (USP).
Para receber o aluno, as universidades têm de manter toda uma infraestrutura pronta, com prédios equipados, material de ensino, bibliotecas, além de pagar professores e funcionários. Na universidade pública, o valor é gasto mesmo se o estudante não está lá. Já no caso da instituição particular, as mensalidades de quem abandonou o curso deixam de ser pagas.
“O fato de não ter aluno é custo. A instituição está pronta para ele. Esse é um dos problemas mais graves da educação brasileira em todos os níveis”, afirmou Hipólito.
O pesquisador explica que o cálculo é uma média e tende a ser maior, já que há outros custos envolvidos na educação, como alimentação e transporte. “Se o estudante evade no primeiro ano, deixa de contribuir por quatro anos”, disse.
Gráfico de evasão no ensino superior (Foto: Editoria de Arte/G1)Gráfico de evasão no ensino superior (Foto: Editoria de Arte/G1)
Estudo feito por Hipólito com dados do censo mostram que apenas 47,2% dos estudantes se titularam após quatro anos de curso. Outro dado preocupante mostra que a taxa de aumento de matrículas, que era de 14,8% em 2002 ficou em 0,7% em 2009. Além disso, a taxa de aumento de ingressos de 2008 para 2009 ficou em 7,5% negativos. Em 2008, o número de ingressantes foi de 1,87 milhões e no ano seguinte foi de 1,73 milhões.
Professor Oscar Hipólito (Foto: Arquivo pessoal)Professor Oscar Hipólito (Foto: Arquivo pessoal)
Segundo Hipólito, vários motivos levam o estudante a abandonar o ensino superior. Além de os jovens terem dificuldade para pagar a faculdade e se manterem durante o curso, há outro grande problema: a falta de acompanhamento acadêmico e pedagógico. Há países, como Japão, Finlândia e Suécia, que têm baixas taxas de evasão, principalmente por darem suporte ao estudante do começo ao fim do curso.
Esse acompanhamento, segundo Hipólito, consiste na recuperação do aluno que vai mal, ajuda àqueles que têm problemas financeiros, atuação de professores tutores, entre outros. “Uma vez que o aluno entrou, o problema é da faculdade. Se ela o aceitou, a responsabilidade é dela. Tem que recuperar o aluno. Aqui não se recupera. Acha-se que todos são incompetentes, o que não é verdade. Todos têm possibilidades”, afirmou.
O Brasil tinha meta de chegar a 30% da população no ensino superior em 2010, mas não passou dos 13%. Para Hipólito, faltou e continua faltando uma política de longo prazo para mudar a situação. Um exemplo ao país, segundo o pesquisador, é a Coreia do Sul, que há cerca de 20 anos decidiu que investiria em educação. “Tem que focar. Eles focaram em ciências exatas e tecnologia. Hoje, compramos carros e TVs desenhados na Coreia. Enquanto isso, o Brasil não desenvolve nada, porque não tem tecnologia.”

sábado, 5 de fevereiro de 2011

UNI - bullying ?


Trote na Universidade de Brasília tem 


confusão e menor alcoolizada

Veteranos teriam agredido integrantes do DCE que tentaram impedir trote.
Menor alcoolizada teve de ser socorrida pelos bombeiros.

Do G1, com informações do DFTV
Uma manifestação de integrantes do Diretório Central dos Estudantes contra a realização de trote na Universidade de Brasília (UnB) acabou em confusão nesta sexta-feira (4), dia em que a instituição divulgou o resultado do vestibular.
Estudantes veteranos, que queriam aplicar o trote nos novos universitários, jogaram ovos no grupo que tentava evitar a brincadeira violenta. Houve discussão e o estudante e integrante do DCE Augusto Botelho conta que foi agredido.
“Eles jogavam coisas na gente e saíam. Até que chegou o momento que culminou neste soco que eu nem vi quem foi”, afirmou.
A iniciação dos calouros começou pela manhã e a parte da tarde foi regada a muita bebida. Uma caloura, menor de idade, teve que ser socorrida pelos bombeiros completamente alcoolizada. “Eles fazem uso de álcool. Já faz parte eles usarem bebidas nesses trotes”, conta um policial.
Veterano coloca bebida na boca de caloura (Foto: Saulo Tomé/UnB Agência/Divulgação)Aluno coloca bebida na boca de caloura (Foto: Saulo Tomé/UnB Agência/Divulgação)
A prefeitura do campus vai abrir investigação interna para identificar todos os envolvidos e estuda outras medidas de segurança na UnB.




       "Você um dia cresce, chega ao 3º ano do EM e tudo o que sonha é conseguir uma vaga em uma ótima instituição de ensino superior para se tornar um profissional com capacidade de realizar todos os seus sonhos de adulto... então, você se dedica, estuda e... CONSEGUE! A vaga é sua, o lugar é seu por merecimento... parabéns, papai, mamãe, professores, uma alegria só!  Vamos fazer a matrícula? Pronto. Agora arrumar as malas e tchau! Universidade à vista! Bye, bye, old life!  Olha, lá! Todos os meus novos colegas de classe... mas, espera um pouquinho... quem são aqueles? Ah, já sei! Deve ser o comitê de recepção da Universidade.  Deixa eu correr que eu quero ficar logo no começo da fila!  Pronto, cheguei! O que? Prá que essa lama e por que vocês estão nos amarrando? Hein... hein... SOCOOOOOOOOOOOOOOORRO!  
Fico imaginando como esses trogloditas são mantidos dentro de nossas escolas universitárias... não há lei que os puna? Dezenas já foram mortos, centenas, machucados, milhares, sentiram-se humilhados... BASTA!  Seja contra qualquer tipo de bullyimg! Espalhe agora a boa nova: o legal é viver, estudar, aprender e poder ajudar todo o planeta com o seu talento e tudo o que você fez com ele nessa universidade... vamos lá, de novo: DIGA NÃO AO BULLYING!  "As dores passam, as marcas ficam".  Beijo no coração!  PAX! Bom sábado a todos."