domingo, 10 de junho de 2012

Modelo de boa redação do ENEM 2011

Veja aqui o exemplo de uma boa redação com base no tema da prova do Enem 2011 feita pelo professor Rafael Pinna do Colégio de A_Z

O Globo
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Quinze minutos de privacidade
Quando afirmou que, no futuro, todos teriam direito a quinze minutos de fama, Andy Warhol indicou o desejo pela fama como uma tendência da sociedade de massa. A famosa frase foi cunhada no fim da década de 1960, quando a internet só existia como uma rede acentrada ainda com objetivos militares. Hoje, a grande rede se faz presente em boa parte das atividades cotidianas, como as próprias relações interpessoais, uma "'evolução" que transformou a crítica do conhecido artista plástico em uma espécie de profecia a ser seguida. O problema, nesse caso, é que a vida virtual muitas vezes elimina a tênue fronteira entre o público e o particular.
Basta ter uma conta de e-mail ou navegar eventualmente pela internet para perceber os perigos que ela oferece. De fato, invasões de contas e crimes de diversas naturezas tornam a rotina em banda larga pouco segura, transformando informações sigilosas em conteúdo público com a mesma velocidade da comunicação em tempo real. Embora haja uma discussão acerca da correção do caso, o trabalho da organização conhecida como "Wikileaks" evidencia como nem mesmo empresas e governos, com suas redes de seguranças supostamente seguras, estão imunes a esses riscos.
Nem sempre, porém, o problema é fruto de invasões e crimes: o desejo pela exposição e pelo reconhecimento virtual tem levado a perigosos exageros na vida real. Por trás de perfis em redes sociais e de pseudônimos em chats e blogs, muitas pessoas expõem suas intimidades, com frases ou fotografias comprometedoras profissional e socialmente. Prova disso são os casos de demissões e processos causados pela publicação de conteúdos considerados inapropriados, mesmo que isso tenha sido feito em ambientes tipicamente "pessoais". Assim, trata-se de uma ilusão imaginar que a vida em bytes, revelada no interior de um quarto fechado, possa ser dissociada da vida em carne e osso, em ruas e calçadas.
Diante de um panorama complexo, repleto de variáveis, é fundamental buscar caminhos para o estabelecimento de limites entre o público e o privado na grande rede. O primeiro passo deve ser dado pelos governos, com a criação e o aprimoramento de legislações específicas e mecanismos de identificação e punição capazes de inibir crimes relacionados a invasões de privacidade e manifestações preconceituosas. Afinal, o que é sociamente ilegal e imoral na vida real também o é na internet. Na mesma perspectiva, a mídia pode divulgar - tanto no noticiário quanto em dramaturgias - os perigos da exposição na internet, de modo a sensibilizar a sociedade.
Fica claro, portanto, que são necessárias medidas urgentes para evitar uma confusão danosa entre o particular e o público na internet. Contudo, a transformação profunda deve ser feita na nova geração de crianças e adolescentes, que já nasceu e vem crescendo em um ambiente paralelamente real e virtual. Por isso, o trabalho de ONGs e, sobretudo, de escolas parece ser a solução mais eficaz. Com aulas e palestras sobre o uso seguro e socialmente adequado da internet, é possível imaginar um futuro em que menos pessoas se prejudiquem com a vida em banda larga, e mais indivíduos usem esse recurso para, por exemplo, compreender melhor a frase de Andy Warhol.


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Sugestões de temas para redação do ENEM 2012

Confira assuntos que podem ser tema da redação do Enem 2012

Professores apostam nos temas presentes nas mídias

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RIO - Não basta mergulhar nos livros didáticos, decorar regras de acentuação e caprichar na ortografia. Para se dar bem na prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), nos dias 3 e 4 de novembro, é preciso conhecer a fundo assuntos da atualidade. Professores ouvidos pelo Jornal O GLOBO sugerem atenção a tópicos já largamente discutidos neste ano. Segundo eles, entre os temas que podem cair na prova por ganhar relevância recentemente estão: Código Florestal, casamento gay, comportamento jovem nas mídias sociais, bullying e as questões ambientais debatidas durante a Conferência Rio+20.
- Os exames de seleção exigem que o aluno seja capaz de transcender a informação: ele deve saber interpretar os fatos, além de relacionar as novidades com o conteúdo aprendido em sala de aula. Em geral, não é preciso decorar nomes, datas e acontecimentos - diz Bruno Rabin, coordenador de português do Colégio e Curso de A_a_Z.
Para o coordenador de português do Colégio e Curso pH, Filipe Couto, a própria matriz de referência do exame já indica como será o tema da prova. Sempre é apresentado um problema, seja de maneira explícita ou implícita, ligado a realidade social, política e econômica do país. Assim, ao contrário de outros vestibulares, é difícil que caia temas relacionados a questões pessoais, como ciúme e vaidade. Na redação, Couto explica que é cobrado um posicionamento crítico do estudantes, além de propostas de intervenção. Pela sua experiência, é difícil prever um tema e a melhor maneira dos vestibulandos se prepararem é estarem antenados nas principais discussões presentes na mídia.
- Os estudantes precisam estar antenados com as grandes discussões do mundo contemporâneo. Em anos passados, já foram abordados sobre a preservação do meio ambiente, trabalho infantil, diversidade cultural, violência, participação política. São todos temas muito presentes na mídia. Quanto mais fontes ele ler sobre esses assuntos, mais recursos terá para construir um posicionamento crítico em relação à questão. Mas é muito difícil acertar qual será o tema - afirma Couto.
Para 2012, ele aponta alguns assuntos mais gerais que podem estar presentes, como o meio ambiente, enfocando neste caso as possibilidades de uma relação mais sustentável entre o homem e a natureza, e os cuidados com a saúde e o corpo, ligados aos grandes eventos esportivos que acontecerão na cidade nos próximos anos.
Não existem provas específicas de atualidades no Enem e nos vestibulares. O que há, de fato, são disciplinas como história e geografia fazendo uso de fatos recentes para abordar o que foi aprendido ao longo da vida escolar. A constante atualização auxilia no desenvolvimento de outra competência exigida pelos vestibulares, e também pelo Enem: a fluência na leitura.
- O Enem traz enunciados longos e cheios de informação. Quem tem a leitura como hábito, faz com mais facilidade, além de dispor de uma concentração mais apurada - afirma Bruno Rabin.
A redação é parte fundamental do Enem, tanto pela característica da proposta quanto pelas polêmicas em torno das notas. A partir deste ano, o Inep, que organiza o exame, promete ser mais criterioso na correção. Nesta edição, os alunos vão ter acesso a correção da prova. Outra alteração foi a redução em cem pontos na diferença máxima que poderá haver entre as notas dadas pelos dois corretores para que o texto siga para um terceiro avaliador. Nos casos em que nem o terceiro corretor consiga chegar a um consenso com os outros dois, a prova será submetida a uma banca examinadora, que dará a nota final.
Os candidato fazem a redação no segundo dia do exame, junto com mais 45 questões de Linguagens e Códigos e outras 45 de matemática. O texto deve ser dissertativo-argumentativo, ter no mínimo 7 e no máximo 30 linhas e não pode fugir do tema.


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Escassez de engenheiros no Brasil

Os cinco mais procurados

As áreas da engenharia em que a escassez de mão de obra é maior

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O engenheiro civil Álvaro Viana, da Alta Geotecnia, em frente a uma encosta onde sua empresa fez obra
Foto: Paula Huven / O Globo
O engenheiro civil Álvaro Viana, da Alta Geotecnia, em frente a uma encosta onde sua empresa fez obra Paula Huven / O Globo
RIO - Eles estão sendo disputados praticamente a tapa. O déficit de engenheiros no país — que, segundo a Coppe/UFRJ, chega a 55 mil por ano — está fazendo com que alguns desses profissionais sejam especialmente caçados. É o que dizem especialistas consultados pelo Boa Chance, citando as cinco áreas da engenharia com maior escassez de mão de obra especializada no mercado fluminense: civil, de petróleo e gás, de produção, naval e mecânica.
— Todas essas áreas estão diretamente ligadas aos setores nos quais o Rio está recebendo mais investimentos. Dos R$ 211 bilhões que vão entrar no estado, de 2012 a 2014, R$ 108 bilhões serão destinados à área de petróleo e gás, R$ 50 bilhões a obras de infraestrutura e R$ 15,4 bilhões para o setor naval — diz Cristiano Prado, gerente de Competitividade Industrial e Investimentos da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan).
No caso da engenharia civil, o aquecimento do mercado de trabalho vem das grandes obras de infraestrutura que o país e o Rio estão recebendo — por conta da Copa de 2014 e das Olimpíadas —, além da construção residencial, beneficiada por crédito maior e juro menor. Quanto à área de petróleo e gás, o impulso se deve à exploração da camada pré-sal e à necessidade de desenvolver novas tecnologias. Os efeitos da prosperidade nesse setor se estendem à indústria naval, após décadas de estagnação. Já os engenheiros de produção, considerados generalistas, e os mecânicos são muito requisitados em fábricas e em todos os demais setores da economia.
 
Um ano para achar um gerente
Divonzir Gusso, pesquisador do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), chegou a prever que poderia haver um apagão de engenheiros no país em 2020 caso a economia crescesse à taxa de 5%. Esse cenário não se confirmou, mas ele continua preocupado com a composição desse mercado de trabalho. Para Gusso, a maior dificuldade das empresas não é simplesmente preencher as vagas, mas conseguir pessoal com a formação adequada:
— O grande problema é conseguir profissionais que tenham a experiência e o expertise que o mercado busca neste momento. Afinal, muitos tinham migrado para o mercado financeiro e outras áreas que exigem grande conhecimento matemático.
A migração ocorreu, lembra Gusso, devido à crise econômica, de fins da década de 1980 e anos 1990, atingindo fortemente os setores naval e da construção civil, por exemplo. No mesmo período, houve um desinteresse geral pela área, então formaram-se muito menos engenheiros. Daí, a conhecida defasagem que faz com que existam poucos engenheiros formados entre os anos de 1987 e 2002.
E, como consequência da escassez de profissionais, dizem especialistas, os salários dos engenheiros vêm aumentando consideravelmente.
— Um engenheiro civil recém-formado não senta para conversar por menos de R$ 6 mil — garante Rogério Bregaglio, diretor da Divisão de Construção da Mills. — Em 1989, colocávamos um anúncio e recebíamos cem currículos. Atualmente nós temos que correr atrás deles.
Outra mostra dessa dificuldade é o tempo que as empresas estão levando para contratar. Na Mills, foi necessário um ano para achar um gerente, com salário na faixa de R$ 20 mil.


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Mais vagas para Medicina

Federais terão mais de mil novas vagas em cursos de Medicina

MEC divulgou a lista das instituições beneficiadas; plano é aumentar o número de formados

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Ao todo, 29 campi de 21 universidades terão expansão de vagas e a maioria fica localizada no Norte e Nordeste. Em 18 casos, os cursos de Medicina precisarão ser criados. Na região Sudeste, apenas três instituições de Minas Gerais serão beneficiadas: a Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), a Universidade Federal de São João del Rei e a Universidade Federal de Alfenas (Unifal). Abaixo, a lista das novas vagas.
Norte
- Universidade Federal do Amazonas (Manaus) - 48 vagas
- Universidade Federal do Amazonas (Coari) - 80 vagas
- Universidade Federal do Acre (Rio Branco) - 40 vagas
- Universidade Federal do Amapá (Macapá) - 30 vagas
- Universidade Federal de Roraima (Boa Vista) - 52 vagas
Nordeste
- Universidade Federal do Maranhão (São Luiz) - 40 vagas
- Universidade Federal do Maranhão (Imperatriz) - 80 vagas
- Universidade Federal do Maranhão (Pinheiro) - 40 vagas
- Universidade Federal do Piauí (Teresina) - 40 vagas
- Universidade Federal do Piauí (Parnaíba) - 80 vagas
- Universidade Federal da Paraíba (João Pessoa) - 25 vagas
- Universidade Federal de Pernambuco (Caruaru) - 80 vagas
- Universidade Federal de Alagoas (Maceió) - 20 vagas
- Universidade Federal de Alagoas (Arapiraca) - 60 vagas
- Universidade Federal de Sergipe (Lagarto) - 10 vagas
- Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Caicó) - 40 vagas
- Universidade Federal do Vale do São Francisco (Paulo Afonso) - 40 vagas
- Universidade Federal do Recôncavo Baiano (Santo Antônio de Jesus) - 60 vagas
Centro-Oeste
- Universidade Federal do Mato Grosso (Sinop) - 60 vagas
- Universidade Federal do Mato Grosso (Rondonópolis) - 40 vagas
- Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (Três Lagoas) - 60 vagas
- Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (Campo Grande) - 20 vagas
- Universidade Federal da Grande Dourados (Dourados) - 30 vagas
- Universidade Federal de Goiás (Jataí) - 60 vagas
Sudeste
- Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri (Diamantina) - 60 vagas
- Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri (Teofilo Otoni) - 60 vagas
- Universidade Federal de São João del Rei (São João del Rei) - 40 vagas
- Universidade Federal de Alfenas (Alfenas) - 60 vagas
Sul
- Universidade Federal da Fronteira Sul (Passo Fundo) - 40 vagas


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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Filmes como Lixo Extraordinário e A Culpa é do Fidel serão distribuídos em escolas públicas de São Paulo

São dez novos títulos que entrarão no projeto O Cinema Vai à Escola
http://i2.r7.com/lixo-extraordinario-hg-.jpgDivulgação
Filmes são relacionados ao currículo do ensino médio
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As escolas da rede estadual de São Paulo receberão, até o início do segundo semestre, dez novos filmes que complementam o projeto “o cinema vai à escola”.

Entre os dez filmes que serão distribuídos estão A Culpa é do Fidel, da cineasta francesa Julie Gavras, Sombras de Goya, do tcheco Milos Forman, e os documentários Lixo Extraordinário, sobre o trabalho do artista plástico Vik Muniz e Uma Noite em 67, que retrata a época dos festivais de MPB.

Os outros títulos são Antes que o mundo acabe, Criação, Sobre Futebol e Barreiras, Lemon Tree, Honeydripper, Do Blues ao Rock, O Menino do Pijama Listrado.
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O objetivo é dar, a estudantes e professores, acesso às produções cinematografias relacionados ao interesse e necessidade do público jovem e adulto. Os filmes também são relacionados ao currículo do ensino médio da rede estadual.
Segundo a secretaria de Educação, 43 mil DVDs serão distribuídos às 91 diretorias regionais de ensino do Estado e depois serão encaminhados à cada unidade da rede estadual. A estimativa é que cerca de 1,8 milhão de alunos será beneficiado

Alunos de escola pública poderão ter cota em universidade federal

Projeto reserva 50% das vagas nas federais e em escolas técnicas para esses estudantes

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Do total de vagas reservadas para alunos de escolas públicas, metade será destinada a estudantes oriundos de famílias com renda até um salário mínimo e meio per capita, ou seja, R$ 933. O projeto também estabelece que essas vagas serão preenchidas, por curso e turno, por autodeclarados negros, pardos e indígenas, de acordo com sua distribuição em cada estado da Federação, de acordo com o IBGE.
O texto ainda precisa ser aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).


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domingo, 3 de junho de 2012

Sociedade civil desconfia da RIO +20

Rio+20: Sem confiança na ONU, sociedade civil constrói cúpula paralela

redacao abril 27, 2012 0

Por Raquel Júnia, para a EPSJV/Fiocruz
Expectativa é que milhares de pessoas se reúnam na Cúpula dos Povos, no Rio de Janeiro, para defender outro modelo de desenvolvimento e rechaçar a proposta da Economia Verde que será defendida no evento oficial das Nações Unidas.
O Aterro do Flamengo, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro, abrigará em junho vários acampamentos e atividades com uma finalidade comum: questionar o atual modelo de desenvolvimento, que tem levado o mundo a uma crise ambiental, e mostrar as contradições das novas propostas até então defendidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) para solucionar o problema. Movimentos sociais,redes e entidades brasileiras e internacionais têm se reunido há mais de um ano para organizar a Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, que será realizada paralelamente ao evento oficial da ONU – a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável Rio+20. O quadro até agora revelado mostra um alinhamento de vários governos de todo o mundo, inclusive o brasileiro, com a ideia de Economia Verde, conceito defendido pela ONU que reúne práticas de financeirização dos recursos naturais, e é enfatizado dezenas de vezes no Esboço Zero do documento final da Rio+20. É a partir dessa constatação que a Cúpula dos Povos tem ganhado força. Você, leitor, já deve estar confuso com tantos conceitos, siglas e nomes de eventos. Mas fique tranquilo, já vamos esclarecer.
A Rio +20 será realizada em junho de 2012 e acontece 20 anos depois da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, mais conhecida como ECO 92, também realizada no Rio de Janeiro, e dez anos após outra conferência – a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável – realizada em Joanesburgo, na África do Sul. A Rio +20 deveria avaliar a implementação das políticas definidas pela ECO 92, mas, conforme relata o ativista boliviano Pablo Solon, essa proposta foi perdendo espaço nas reuniões da ONU. “Quando foram iniciadas as negociações, há dois anos, todos os representantes dos países concordavam que o evento deveria avaliar o quanto se havia avançado e como cada país havia conseguido concretizar cada um dos pontos da Agenda 21. Além disso, a Rio+20 deveria propor medidas de ação para fortalecer essa Agenda. Entretanto, nesses dois anos, vários países, a União Européia e a própria Secretaria das Nações Unidas pressionaram para que a Economia Verde fosse incluída no documento da ONU”, conta.
A Economia Verde foi tema de uma reportagem especial na edição nº20 da Revista Poli, que mostrou como pesquisadores, movimentos sociais e entidades ambientalistas têm interpretado essa proposta à luz da observação de mecanismos já colocados em prática atualmente, como os Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA), cujo comércio mais expressivo é o de créditos de carbono. Apesar de inúmeras constatações e projeções do que pode significar a Economia Verde, as Nações Unidas ainda não apresentaram uma definição clara do conceito, conforme afirma Solon. “Na negociação das Nações Unidas, os defensores da Economia Verde dizem que ela é tudo – a separação do lixo, as vendas de carbono, a indústria limpa, tudo é Economia Verde. Mas estamos exigindo que se defina exatamente o que é porque não podemos assinar um cheque em branco”, protesta. Solon foi representante da Bolívia nas discussões da ONU e acompanhou de perto os arranjos dos países para as propostas que serão defendidas na Rio+20. De acordo com ele, apesar de parecer que existe um consenso em torno da Economia Verde, sobretudo pela ênfase com que o tema aparece no documento da ONU, muitos países ainda têm dúvidas sobre essa proposta, embora a postura das Nações Unidas seja praticamente de imposição do tema.
O documento da ONU a que se refere o ativista boliviano é o chamado “Esboço Zero”, divulgado em janeiro de 2012. Por mais estranho que possa parecer, antes mesmo da Rio+20 acontecer já existe um rascunho do relatório final da Conferência, que deverá ser aprovado pelos países. No texto, a Economia Verde aparece quase cem vezes. “O termo Economia Verde foi adotado no início de 2010, simplesmente como tema para ser discutido na Rio+20. E como houve muita controvérsia, o conceito foi reformulado como ‘Economia Verde no marco de desenvolvimento sustentável’. Não foi somente Economia Verde porque havia muito temor. Mas agora é o tema central da Rio+20 e já temos um programa, uma agenda, um marco institucional, indicadores, metas, ou seja, um conjunto de mecanismos para dar seguimento à Economia Verde. O desenvolvimento sustentável passou a ser simplesmente algo enunciativo, todos os mecanismos que estão sendo discutidos têm a ver com a Economia Verde”, explica o ativista boliviano.
Solução em três dias?
A Rio+20 será realizada de 20 a 22 de junho deste ano, com atividades concentradas no Riocentro, um grande espaço destinado a eventos na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Participarão da Conferência, chefes de estado de todos os países-membros da ONU, organizações e pessoas da sociedade civil que fazem parte dos chamados Major Groups, além de todas as entidades que compõem o Sistema ONU e outros convidados. Os dois temas em foco na Conferência são ‘a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza’ e ‘o quadro institucional para o desenvolvimento sustentável’. Para Lúcia Ortiz, coordenadora internacional do programa Justiça Econômica – Resistindo ao Neoliberalismo da ONG Amigos da Terra, uma das organizações que apóiam a realização da Cúpula dos Povos, a Rio+20, assim como outros eventos patrocinados pela ONU, não será um espaço democrático. “Não existem cláusulas de negociação, não há o que negociar em três dias numa Conferência dessas, com o Esboço Zero que já está pronto e com a implementação da Economia Verde já sendo feita a toque de caixa. O processo de negociação desses acordos é absolutamente falho, não é transparente e é ínfimo nos termos de tempo de negociação e de  amadurecimento. É uma imposição deum falso consenso e um abafamento das críticas e das alternativas que se impõem”, critica.
Outro questionamento de vários movimentos sociais diz respeito ao papel que as grandes empresas exercem dentro das Nações Unidas, segundo eles, com um peso muito maior do que o dos próprios países. Em janeiro, foi realizado em Porto Alegre, nos dias que antecederam o Fórum Social Temático, o seminário Rumo à Rio+20: por uma outra economia, que reuniu várias das organizações que estão construindo a Cúpula dos Povos para debater o que estará em jogo na Rio+20. Durante o Seminário, ganhou força o protesto contra o que foi chamado de “captura corporativa da ONU”. “Nós temos visto o quanto os espaços da ONU, apesar de tão essenciais para o multilateralismo e para acordos que têm que ser globais, tem sido capturados pelas corporações e pelos interesses do lucro e do capital cada vez de forma mais explícita e sem constrangimento. Essa captura corporativa é algo que impede que hoje a ONU represente os anseios dos povos, porque os próprios governos nacionais estão capturados pelas corporações que os financiam e não conseguem responder às crises”, diz Lúcia. “O Estado não está mais se dando o papel de gestor e de assegurar os direitos conquistados, ele está assumindo o papel de mediador de contratos, como se fosse uma agência reguladora entre o mercado, o meio ambiente e as populações”, complementa. Segundo Lúcia, na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 15), realizada em Copenhague, em 2009, a delegação oficial do Brasil, responsável por negociar os assuntos de interesses do país na Conferência, incluía representantes de empresas como a Coca-Cola e a Vale.
Camila Moreno, coordenadora de Sustentabilidade da Fundação Heirich Böll, que também participou do Seminário, explica como a ONU, os países e as corporações têm preparado o terreno para a Economia Verde. Segundo ela, desde 2006, todas as agências da ONU consolidaram informes sobre o tema. Ela explicou que, da mesma forma, os principais bancos, os think-thanks corporativos (agências que forjam o pensamento corporativo e atuam em fortes setores de lobby) e as organizações que Camila chamou de “ONGs de mercado”, além das consultorias, estão construindo as bases para o capitalismo verde. “Essas consultorias estão atuando não apenas para empresas, mas também para países. No Brasil, a consultoria McKinsey & Company foi a que mostrou o plano de desenvolvimento de baixo carbono para o país. Todos os agentes públicos que eu pude assistir em 2008 e 2009 fazendo apresentações – ministérios da Fazenda, do Meio Ambiente e do Planejamento – usavam os slides dessa consultoria. Quem pagou essa consultoria para o Brasil foi o príncipe Charles [da Inglaterra].A McKinsey & Company também foi a principal formuladora de políticas públicas na Guiana, na Indonésia, na Bacia do Congo, viajou o mundo inteiro”, relata.
Para Ivo Lesbaupin, da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), entidade que também coordena a Cúpula dos Povos, as políticas dos governos e da ONU, pautadas pelas corporações, são muito falhas no combate às causas da crise ambiental. “Por mais que a consciência sobre a gravidade da crise ecológica esteja ano a ano maior, com os cidadãos mais conscientes que esses eventos extremos que estão ocorrendo de forma cada vez mais letal são frutos desse processo de devastação, os governos parecem que não estão no meio desses cidadãos e não tomam sequer um décimo das providências que os cidadãos acreditam que eles deveriam tomar para interromper esse processo”, comenta. Lúcia Ortiz descreve o peso que a Rio+20 pode ter para a recuperação do sistema capitalista. “Disfarçada de uma agenda ambiental, a Rio+20 traz uma agenda política muito importante. Podemos fazer uma comparação com os ajustes estruturais neoliberais que aconteceram na década de 1990. Naquela época, se formou o famoso Consenso de Washington, para liberalizar os serviços públicos e colocar em curso todos os processos de privatização que nós vimos nas décadas de 1990 e 2000. E agora que o capitalismo está em crise, ele tenta se inovar e forjar novas formas de acumulação que precisam dos Estados, das políticas públicas e de leis para oferecer novas fronteiras de acumulação, fronteiras que estão em grande parte no meio ambiente. A Economia Verde consiste em ‘comodificar’ (tornar uma commodity), tornar papel moeda, todos os componentes da natureza, seja a biodiversidade, a água ou o carbono”, diz.
A desconfiança com as negociações oficiais da Rio+20 também é compartilhada por outras organizações que coordenam a Cúpula dos Povos e apostam nas soluções construídas pelos próprios movimentos sociais. “Nós temos muita descrença no processo ONU, achamos que ele está completamente capturado pelos interesses do capital, principalmente do capital financeiro, lamentavelmente. Então, nosso esforço concretamente está na construção da Cúpula dos Povos”, reforça Luis Zarref, representante da Via Campesina.
Rumo à Cúpula dos Povos
A organização da Cúpula dos Povos é coordenada pelo Comitê Facilitador da Sociedade Civil Brasileira para a Rio+20 (CSCF), que tem assento na Comissão Nacional para a Rio+20 e também é considerado pelo evento oficial da ONU como grupo de articulação local. Participam da coordenação do CSCF, 27 entidades, redes e movimentos sociais. Embora muitas organizações que compõem o CSCF não apostem suas fichas no evento oficial da ONU, algumas participarão também da Rio+20. Outras entidades que não são parte oficialmente do Comitê Facilitador também estão ajudando a construir a Cúpula dos Povos. O texto de convocatória para o evento, divulgado pelas organizações, critica justamente a falta de efetividade das políticas da ONU. “Nestas duas décadas, a falta de ações para superar a injustiça social ambiental tem frustrado expectativas e desacreditado a ONU. A pauta prevista para a Rio+20 oficial – a chamada Economia Verde e a institucionalidade global – é considerada por nós como insatisfatória para lidar com a crise do planeta, causadapelos modelos de produção e consumo capitalistas”, diz o documento.
A Cúpula dos Povos será realizada de 15 a 23 de junho, no Aterro do Flamengo, o mesmo local onde a sociedade civil também realizou várias atividades durante a ECO 92, no chamado Fórum Global. A programação do evento inclui atividades organizadas por movimentos sociais do Rio de Janeiro a fim de dar visibilidade a processos de resistência na cidade, além da realização de grupos de discussão autogestionados e um espaço de confluência denominado de Assembleia Permanente dos Povos, que começará no dia 18 e vai até o final do evento. Haverá ainda outro espaço, que está sendo chamado de Território do Futuro, para organizações e movimentos sociais apresentarem experiências e projetos concretos de construção de outros modelos e práticas políticas, sociais e econômicas. O dia 20 de junho será considerado o Dia de Mobilização Internacional, quando serão incentivadas manifestações em todo o mundo. “Decidimos ter a última palavra, por isso a Cúpula dos Povos irá até o dia 23 de junho, um dia depois do final da Rio+20″, comenta Fátima Mello, da Fase – Educação e Solidariedade, uma das organizações que está construindo a Cúpula dos Povos.
Para Lúcia Ortiz, embora não haja o que negociar na Rio+20, há o que denunciar dentro do evento oficial. “A estratégia dentro das negociações é de monitorar, nomear, reconhecer, explicitar os agentes de lobby e de captura corporativa que estão atuando lá de forma explícita. E ao mesmo tempo cobrar da ONU: o que tem acontecido com as convenções desde 1992? O que aconteceu na Convenção sobre Diversidade Biológica em Nagoya [Japão]? A Convenção só se destravou porque os países em desenvolvimento foram os que assumiram a grande carga e aceitaram a métrica da mercantilização da biodivesidade”, diz. Já na Cúpula dos Povos, Lúcia reforça que a proposta é dar visibilidade aos vários enfrentamentos a esse modelo de desenvolvimento que já está acontecendo no mundo e aportar com outras soluções. “Vamos ver o mundo real, porque a retórica desses acordos está fora da realidade. Vamos nos solidarizar com as lutas do mundo inteiro – vamos unir a luta contra Angra com a luta contra Fukushima [usinas nucleares], e ainda com Belo Monte [usina hidrelétrica]. Estamos trazendo a experiência do Encontro Nacional de Diálogos e Convergências porque num mesmo território existe o enfrentamento à mineração, à privatização da água, ao avanço das monoculturas. Na ECO 92, ONGs e movimentos sociais nos reconhecemos e agora já sabemos trabalhar juntos. Essa é a tônica de toda a programação e da metodologia da Cúpula dos Povos. Queremos desafiar os nossos governos a escutar essas soluções”, completa Lúcia.
A Via Campesina fará um acampamento na região onde acontecerá a Cúpula dos Povos, com a previsão de duas mil pessoas acampadas. Estão previstos também acampamentos quilombolas, indígenas, da juventude e de outros movimentos sociais. “Acreditamos que de dentro da Cúpula oficial não sairá nada interessante para os povos, por isso, temos que manter uma Cúpula forte, com diversidade, mas caminhando para a unidade. Faremos ações contundentes de denúncia porque o Brasil hoje é um exemplo muito claro das várias contradições desse modelo de desenvolvimento. Nós temos um código florestal que está sendo destruído, temos o avanço de Belo Monte sobre as comunidades indígenas, além de comunidades sendo despejadas no Rio de Janeiro e em são Paulo. Todos os conflitos que estão acontecendo no mundo têm síntese aqui no Brasil. Este é o momento de visibilizarmos essas contradições e aumentarmos a unidade das lutas internacionais”, salienta Zarref.
De acordo com Sandra Quintela, do Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (Pacs), foi decidido coletivamente que a Cúpula será um evento independente e estará fora da Rio+20. Ela explica que na Cúpula haverá momentos de informes das organizações que tiverem representantes dentro do evento oficial para que repassem o que estiver acontecendo. “Estamos querendo trabalhar análises comuns numa grande Assembleia dos Povos para discutir quais são as causas estruturais da crise do capital hoje, quais são as novas formas de acumulação do capital, o que ele está criando para se reproduzir e quais são as verdadeiras soluções apontadas pelos povos”, ressalta Sandra.
O slogan da Cúpula dos Povos é ‘Venha reinventar o mundo!’. Segundo o comitê organizador do evento, as corporações não terão espaço no local onde ocorrerão as atividades. Inclusive, estão sendo pensadas soluções como a compra direta de alimentos da agricultura familiar para a alimentação dos participantes. As experiências brasileiras e de outros países que já apontam para outro modelo de desenvolvimento serão apresentadas na Cúpula dos Povos. “Nós queremos mostrar que é possível organizar outro tipo de sociedade que será muito melhor do que essa que está destruindo as condições de sobrevivência da humanidade na terra. Há exemplos concretos em todos os países do mundo, seja na agricultura com agroecologia, na construção de casas e de edifícios, na geração de energia. Por exemplo, toda a tecnologia da convivência com o semi-árido aqui no Brasil, que mostra que não precisamos transpor o Rio São Francisco. Queremos mostrar que embora essas experiências ainda sejam localizadas, elas podem ser difundidas”, diz Ivo Lesbaupin.

Menos de 1/3 dos estudantes da USP^chegam das escolas públicas

USP discute adoção de cotas raciais no vestibular

Decisão saiu após reunião da Congregação da tradicional instituição

O Globo
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RIO - A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) recomendará ao Conselho Universitário, instância máxima da instituição, a adoção de cotas raciais, sociais e para deficientes físicos. O colegiado, que é o órgão máximo da tradicional faculdade do Largo São Francisco, considera o programa de bônus para estudantes de escolas públicas insuficiente para permitir o acesso de estudantes de negros e de baixa renda a cursos mais concorridos como direito e medicina, por exemplo.
Há pouco mais de um mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) votou pelaconstitucionalidade do sistema de cotas raciais aplicados por outras instituições, como a Universidade de Brasília e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e estendeu a decisão para todo o país.
Uma recomendação será encaminhada ao Conselho Universitário da USP sugerindo a inclusão de uma política de cotas no vestibular promovido pela Fuvest.
A USP mantém o Programa de Inclusão Social (Inclusp), que dá bônus no vestibular a estudantes da rede pública. No ano passado, foram feitas mudanças no sistema e o percentual de estudantes oriundos da rede pública aumentou para 28,03% do total de vagas, contra 25,84% no ano anterior. Em abril, quando os números foram divulgados, a pró-reitora de graduação, A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) não tem cota racial e descarta a adoção do sistema. A universidade dá bônus de 7% na nota para estudantes que se declaram pretos, pardos e indígenas na inscrição do vestibular. A Universidade Estadual Paulista (Unesp) não tem política de cotas. Segundo a instituição, 41% dos calouros vieram de escola pública.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/usp-discute-adocao-de-cotas-raciais-no-vestibular-5091095#ixzz1wkdGtylz
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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Redação ótima, ótima de verdade!

Redação considerada ótima pela Fuvest tem críticas a reitor da USP

Candidato destacou algumas letras que, juntas, formam a frase ‘fora rodas fora PM’

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Redação considerada ótima pela Fuvest que continha crítica subliminar ao reitor João Grandino Rodas
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Redação considerada ótima pela Fuvest que continha crítica subliminar ao reitor João Grandino Rodas Reprodução
RIO - Uma das redações classificada pela Fuvest como uma das melhores do vestibular 2012, e divulgada no seu site oficial, contém uma crítica subliminar ao reitor da instituição, João Grandino Rodas. No texto, algumas letras estão destacadas e, juntas, formam a frase “fora rodas fora pm”. O tema da redação da segunda fase era “Participação política: indesejável ou superada?”. O título do texto é “Política: Visão do indivíduo sobre a sociedade”.


Após ser notificada pelo site G1 do ocorrido, a Fuvest retirou a redação do ar. O órgão é responsável pelo vestibular da Universidade de São Paulo (USP) e da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo. Na última quinta-feira, a Fuvest publicou 29 redações da última seleção consideradas muito boas. A ideia é que elas servissem de referência para estudantes e professores.
O reitor João Grandino Rodas vem enfrentando forte oposição do movimento estudantil e da Associação de Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp) por medidas consideradas autoritárias. O principal embate ocorreu no ano passado, depois de Rodas assinar um convênio com a Polícia Militar sobre o patrulhamento da Cidade Universitária, na Zona Oeste de São Paulo. Em novembro, a detenção de um grupo de estudantes portando maconha desencadeou uma ocupação do prédio da reitoria e uma greve estudantil que só terminou em março deste ano. Eleito em 2009, ele foi nomeado pelo então governador José Serra (PSDB-SP) mesmo sendo o segundo mais votado na lista tríplice.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/vestibular/redacao-considerada-otima-pela-fuvest-tem-criticas-reitor-da-usp-4963322#ixzz1vYB2UbnL
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domingo, 20 de maio de 2012

Ensino médio e o fantasma da reprovação

Reprovação no ensino médio cresce e é recorde em 2011

A taxa de reprovação no ensino médio brasileiro voltou a subir no ano passado e bateu recorde, atingindo 13,1% na média nacional.

Trata-se do mais alto índice já registrado pelo menos desde 1999, último ano em que essa informação está disponível para consulta, na internet, no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do Ministério da Educação.

Em situação bem pior do que a média do país, o Rio de Janeiro teve uma ligeira melhora, mas manteve a posição de segundo estado com maior taxa de reprovados do ensino médio em 2011: 18,5%. Em 2010, a taxa fluminense era de 18,9%.

Os mais recentes indicadores de reprovação foram divulgados anteontem pelo Inep, sem alarde.

Eles levam em conta o desempenho de estudantes da rede pública e privada. Conforme dados já divulgados pelo Inep, a taxa mais alta de reprovação no país era a de 2007, quando 12,7% dos alunos de ensino médio não passaram de ano. Nos últimos anos, essa taxa tem oscilado para cima e para baixo. Em 2010, ficou em 12,5%.

Se forem consideradas apenas as escolas públicas, o quadro é ainda mais grave. No Rio, por exemplo, o índice de reprovação em estabelecimentos públicos alcançou 20,1%. E subiu mais dois décimos, atingindo 20,3%, ao se analisarem somente os resultados da rede estadual.

No Brasil, não é diferente. A taxa global de reprovação, incluindo colégios públicos e privados, foi de 13,1% em 2011. Já o índice da rede pública, que era de 13,4% em 2010, subiu para 14,1% no ano seguinte. A reprovação nas escolas particulares brasileiras ficou na casa de um dígito no ano passado: 6,1%. Menor do que a observada na rede privada do Rio, onde o índice foi de 9,9%.

O único estado com taxa de reprovação maior do que a fluminense foi o Rio Grande do Sul, com 20,7%. No extremo oposto, o Amazonas aparece com 6%, a mais baixa do país.

A taxa de reprovação aponta o percentual de estudantes que, no fim do ano letivo, não obtém nota suficiente para passar de ano. Existe ainda um outro grupo de alunos que também figura nas estatísticas de matrícula, mas não consegue avançar: são os jovens que abandonam a escola. Em 2011, 9,6% largaram os estudos. Em 2010, essa taxa tinha sido maior: 10,3%.

A soma de reprovação e abandono gera um número assombrador, isto é, a quantidade de alunos que aparecem nas estatísticas de matrículas, mas não conseguem avançar. Em 2011, nada menos do que 22,7% dos jovens do ensino médio ficaram nessa situação. Dito de outra forma, a taxa de aprovação, portanto, foi de 77,3% no ensino médio, em 2011.

No Rio, a taxa de aprovação no ensino médio foi menor: 71,4%. Dentre os estudantes fluminenses, 10,1% abandonaram a escola e 18,5% foram reprovados, totalizando 28,6%.

O Inep não se pronunciou ontem sobre os dados. Para o Ministério da Educação, o ensino médio atravessa uma crise não se de qualidade, como também de identidade. O Conselho Nacional de Educação chegou a aprovar novas diretrizes para essa etapa da educação básica. Uma das apostas do governo é na oferta de ensino técnico.

No ensino fundamental, ocorreu movimento inverso.

A taxa de reprovação no Brasil caiu de 10,3% para 9,6%, entre 2010 e 2011.

O índice de abandono também diminuiu de 3,1% para 2,8%, no mesmo período. No Rio, o índice de reprovados teve diminuição de 15% para 13,1%, entre 2010 e 2011. Com isso, o Rio passou a ser o 9.º estado com taxa mais alta de reprovação no fundamental.

Em 2010, tinha o 5.º maior índice do país. Sergipe tem a maior taxa, com 19,5% de reprovação no ano passado. Já Mato Grosso, a menor, com 3,6%. A taxa de abandono no Rio caiu de 2,6% para 2,1%.

domingo, 15 de abril de 2012

Eu consumo, você consome, nós consumimos DEMAIS! E agora?




ABRELPE no Jornal Nacional


Matéria do Jornal Nacional mostra a situação do lixo no Brasil, com dados da ABRELPE.
Acesse aqui o vídeo da Matéria dia 11/04/2012
Acesse aqui o vídeo da Matéria dia 12/04/2012

A ABRELPE também colabora este mês com uma série de reportagens da TV Globo, que deu origem ao programa SP+Limpa, com exibição nas edições do jornal regional SPTV e Bom dia São Paulo. Confira as matérias.
"Família da Zona Norte de SP produz quase 14 kg de lixo em uma semana" 09/04/12
"Prefeitura de SP gasta R$ 1,4 bilhão por ano para coletar e tranportar lixo na capital" 11/04/2012
"Cidade pequena na Suécia vira modelo na transformação de lixo em energia" 12/04/2012


"Lixo Zero: uma realidade possível?

A sanção da Política Nacional de Resíduos estabeleceu um novo marco regulatório para disciplinar a gestão de resíduos sólidos no Brasil. Entretanto, para que os avanços previstos pela Lei se concretizem, faz-se necessária a mobilização da sociedade e uma atuação efetiva por parte do poder público. Não só o cidadão tem fundamental importância neste momento, como também as empresas e instituições às quais foram atribuídas novas responsabilidade para com seus produtos, embalagens e resíduos gerados.

Mais do que fazer a gestão do que se comumente convencionou denominar “lixo”, a Política Nacional de Resíduos Sólidos tem por foco a otimização de recursos e a preservação das reservas naturais. Do seu texto decorre a obrigatoriedade de adoção de uma ordem de prioridades de ações na gestão e no gerenciamento dos resíduos sólidos, com indicativo claro de que a sociedade deve rumar a uma nova sistemática em que a ótica aplicada não é mais a de cuidar de resolver o problema do descarte e do desperdício, mas sim enfrentar essa questão a partir de um ponto bastante anterior.

A proposta do “Lixo Zero”, já adotada em diversas cidades do mundo, visa buscar não apenas a reutilização e a reciclagem, mas também a prevenção na geração de resíduos por meio de novas práticas e novas tecnologias que, quando integradas em um processo, podem viabilizar caminhos inovadores para prevenir e reduzir os resíduos gerados no processo produtivo e no dia a dia nos domicílios. No ciclo produtivo, a estratégia é, além da proteção ao meio ambiente, reduzir custos e gerar novos postos de trabalho, onde os resíduos são convertidos em insumos que agregam valor para outras indústrias e processos. Nas cidades, esse papel passará a ser desempenhado pelos cidadãos no momento do consumo, na decisão de compra, nos conceitos aplicados dentro de casa, adotando a reutilização, sempre que possível, e a separação em todos os casos e quando do descarte, garantindo que os materiais tenham uma destinação adequada, que não afete o meio ambiente e nem prejudique sua qualidade de vida em comunidade.

Diante de todas essas mudanças, a imprensa assume papel fundamental na descoberta e disseminação de novos conceitos para o aprimoramento de toda a cadeia da gestão de resíduos. Por esse motivo, a ABRELPE propõe como tema da 16ª edição do Prêmio ABRELPE de Reportagem “Lixo Zero: uma realidade possível?” com o intuito provocar o debate em torno das responsabilidades tanto do poder público como da sociedade e da classe empresarial nesta nova visão sobre a geração, o gerenciamento e a destinação dos resíduos sólidos.
Clique aqui para acessar o site do 16º Prêmio ABRELPE de Reportag

BRASIL Sem Miséria: como cuidar de 16 milhões de excluídos

12/04/2012

Logotipo: Brasil sem Miséria

Alimentação adequada faz parte das estratégias do Brasil Sem Miséria

A importância da garantia de alimentação adequada junto às estratégias da inclusão produtiva urbana no Plano Brasil Sem Miséria foi ressaltada pela secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social de Combate à Fome (MDS), Maya Takagi, na abertura do III Encontro Nacional de Gestores da Rede de Equipamentos e Serviços de Alimentação e Nutrição (Engepan). O evento ocorre no Hotel St. Peter, em Brasília, nesta quinta (12) e sexta-feira (13).
É preciso estabelecer um diálogo único entre todos os parceiros e debater o grande desafio de superar a extrema pobreza, promovendo a garantia de oferta de condições alimentares adequadas e saudáveis em todo o país, disse Maya.
A diretora do Departamento de Proteção Social Especial do MDS, Telma Maranho, lembrou aos participantes a necessidade de maior interlocução entre as áreas de segurança alimentar e de assistência social. “Precisamos avançar no debate do direito fundamental a uma alimentação adequada e inserir essa temática nas diretrizes do Sistema Único de Assistência Social (Suas).”
Também participaram da abertura do Engepan o secretário de Avaliação e Gestão da Informação do MDS, Paulo Jannuzzi, e o diretor do Departamento de Estruturação e Integração de Sistemas Públicos Agroalimentares, João Tadeu Pereira.
Prioridades – No primeiro painel do Engepan, que teve presentes cerca de 150 gestores municipais e estaduais e parceiros do MDS, a secretária Maya Takagi apontou as estratégias da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan). Segundo ela, deve ser dado foco à qualificação dos equipamentos e serviços públicos de alimentação e nutrição, entre eles os Restaurantes Populares, as Cozinhas Comunitárias e os Bancos de Alimentos.
“A meta, neste encontro, é construir ações voltadas à estruturação e integração dos sistemas públicos agroalimentares, para ampliar o acesso e a inclusão social e melhorar a qualidade dos serviços prestados”, explicou Maya.
Ela defendeu a necessidade de investir na formação de gestores e agentes sociais, criar um plano de gestão integrada em segurança alimentar e nutricional (SAN), dar apoio a logística e abastecimento, incentivar as boas práticas de alimentação e nutrição e investir em educação alimentar.
Nesta quinta (12), foi apresentada uma pesquisa da UnB, em parceria com o MDS, em que as nutricionistas Raquel Botelho e Rita Akutsu avaliaram os Restaurantes Populares em funcionamento no país a partir de 2010. Em outro painel do encontro, gestores municipais mostraram o funcionamento dos equipamentos e serviços de alimentação e nutrição de suas cidades.
O III Engepan termina nesta sexta (13), com a apresentação do plano de qualificação dos serviços e atendimento dos equipamentos públicos e de combate ao desperdício.
Fernanda Lattarulo e Cláudia Sanz
Ascom/MDS