domingo, 30 de outubro de 2011

E+N+E+M e fita banana continua...

Enem 2011: presidente do Inep entrega nesta segunda argumentação à Justiça Federal e diz que não pretende cancelar ou anular questões

Publicada em 29/10/2011 às 07h32m
Demétrio Weber (demetrio@bsb.oglobo.com.br)
  • R1
  • R2
  • R3
  • R4
  • R5
  • MÉDIA: 3,2
Malvina Tuttman, ex-reitora da UNI-RIO, é a nova presidente do INEP, que vai cuidar entre outras coisas, do ENEM. Foto Fabio Rossi / Agência O Globo
BRASÍLIA - A presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Malvina Tuttman, Malvina entregará pessoalmente à Justiça Federal de Fortaleza, na segunda-feira, a argumentação do Ministério da Educação (MEC) contrária ao cancelamento do Enem 2011. O pedido de anulação foi feito pelo Ministério Público Federal do Ceará. O MPF quer que o exame seja declarado nulo ou, pelo menos, que as 14 questões copiadas sejam invalidadas.
Em entrevista à Rádio CBN, na sexta-feira, Malvina reiterou que o Inep não pretende cancelar o Enem ou as questões:
- O MEC não trabalha com esta hipótese. Ele trabalha na defesa do princípio da isonomia e da Justiça para todos - afirmou.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2011/10/28/enem-2011-presidente-do-inep-entrega-nesta-segunda-argumentacao-justica-federal-diz-que-nao-pretende-cancelar-ou-anular-questoes-925688601.asp#ixzz1cHbkC2zK 
© 1996 - 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. 

sábado, 29 de outubro de 2011

ECO VIDA

Alto consumo de carne na Alemanha incentiva o desmatamento

A fome dos alemães por carne tem contribuído para o desmatamento da floresta Amazônica e do cerrado brasileiro. A conclusão faz parte do estudo intitulado “Carne devora terra”, divulgado pela seção alemã da ONG WWF, na semana passada, em Berlim. Para atender à demanda anual de 60 quilos de carne per capita na Alemanha, é preciso plantar 1,6 milhão de hectares de soja – pouco mais de duas vezes e meia o tamanho do Distrito Federal.
A soja é um dos principais componentes na alimentação de porcos, frangos e bois criados na Alemanha para abate. E o país não dispõe de espaço – uma área equivalente ao tamanho da Áustria, segundo o levantamento – para produzir todo o grão consumido por estes animais. Por isso, o país importa 6,4 milhões de toneladas de derivados de soja. 

O estudo adverte que o alto consumo de carne no país – conhecido pela enorme variedade de salsichas e pratos à base de carne suína – vem ameaçando os ecossistemas na América do Sul, especialmente no Brasil. Os alemães consomem quase o dobro da quantidade de carne recomendada pela Sociedade Alemã de Nutrição (DGE, sigla em alemão). 

- Mais de três quartos da soja importada pela Alemanha vêm da América do Sul, onde a produção ameaça regiões ecológicas únicas, como o cerrado, com sua enorme variedade de espécies - afirma Tanja Dräger de Teran, da WWF alemã. 

O estudo revela ainda que entre 2008 e 2010 a União Europeia importou 35 milhões de toneladas de soja ou seus derivados – sendo 88% da importação líquida vindos da América do Sul, principalmente da Argentina e do Brasil. Para atender a esta demanda, segundo cálculos da ONG, foi necessário o plantio de soja em 13 milhões de hectares de solo sul-americano – sendo 6,4 milhões de hectares apenas em terras brasileiras. 

Uma parte considerável da área cultivada com soja no Brasil e na Argentina é destinada à demanda europeia. Segundo o levantamento da WWF, entre 2008 e 2010, cerca de 30% dos 22 milhões de hectares de terras brasileiras cultivadas com o grão atenderam aos europeus. 

- Dos mais de 6 milhões de toneladas de soja que a Alemanha importa ao ano, 79% são usados na alimentação de animais - ressalta Dräger de Teran. 

Em todo o mundo, com exceção da África, vem aumentando a demanda por carne. Em quase 50 anos, a produção mundial quadruplicou: saltou de 70 milhões para 300 milhões de toneladas entre 1961 para 2009. Dräger de Teran destaca que, embora a carne não chegue a representar um quinto dos alimentos consumidos no mundo, a pecuária é hoje o maior ocupante de terras. 

- O aumento da fome por carne no mundo tem um gosto amargo. Ele aumenta o aquecimento global e contribui para a extinção das espécies -  alerta Dräger de Teran. Ela responsabiliza a pecuária pela emissão de até 18% de gases do efeito estufa. 

Para reduzir os efeitos ecológicos negativos, a WWF sugere reduzir o consumo de carne e apela por uma maior preocupação com as condições de sua produção. Ela recomenda, por exemplo, optar por carnes com selo de orgânico e de animais criados soltos. 

Para ampliar as discussões sobre o consumo de carne na Alemanha, a WWF iniciou na internet a campanha “A questão da carne”. Usuários da rede são convidados a debater o assunto no Facebook e no Twitter, além de poderem participar de chats com especialistas. (Fonte/ Agência Deutsche Welle, publicado pelo EcoDebate) 

E a luta continua E+N+E+...

Justiça Federal no Ceará dá prazo até segunda-feira para Inep se manifestar sobre pedido de anulação do Enem 2011

Plantão | Publicada em 28/10/2011 às 15h30m
O Globo
  • R1
  • R2
  • R3
  • R4
  • R5
  • MÉDIA: 4,2
Na foto o Colégio Christus em Fortaleza Ce onde os alunos apareceram com as questões da prova. Foto: LC Moreira
RIO - O juiz Luis Praxedes Vieira da Silva, titular da 1 Vara da Justiça Federal no Ceará, deu um prazo até as 12h46 da próxima segunda-feira para o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) se manifestar sobre o pedido de anulação total do Enem, feito pelo procurador da República Oscar da Costa Filho, do Ministério Público Federal (MPF) do Ceará.
DELITO: :Haddad diz que vazamento de questões foi 'ato delituoso'
COINCIDÊNCIA:Colégio de Minas Gerais faz simulado com questão parecida com a do Enem
Na quinta-feira, o procurador cearense ajuizou uma ação exigindo que as provas dos mais de 4 milhões de candidatos do Enem no Brasil sejam anuladas. Costa Filho entrou com a ação depois de o MEC decidir que anularia somente os exames dos 639 alunos do Christus que tiveram acesso prévio às 14 questões da prova aplicada no último fim de semana. Segundo ele, a decisão é inconstitucional e qualquer anulação deveria englobar todos os candidatos.
Em outra medida que põe pressão sobre o MEC, a Defensoria Pública da União, em Brasília, recomendou ao Inep anulação do exame para os candidatos de todo o país ou, ao menos, das 14 questões a que os alunos do Colégio Christus, de Fortaleza, tiveram acesso previamente em uma apostila da escola. Já Em Belo Horizonte, o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG) recorreu ao MPF para garantir que o resultado do exame nacional não seja divulgado antes de o MEC definir se cancela ou não a prova em nível nacional.
Leia também:Histórico de problemas no Enem desde a mudança de formato, em 2009
- Queremos uma liminar para não divulgarem o resultado do Enem enquanto não houver a decisão sobre a anulação da prova. O MEC reconheceu que os alunos da Escola Christus tiveram o privilégio de conhecer essas questões, mas não podemos dimensionar a que nível chegou essa quebra de sigilo em outros estados. As escolas mineiras estão muito preocupadas com o descrédito que o Enem passa para os alunos e suas famílias - disse Barbini
Pedimos uma liminar para não divulgarem o resultado do Enem enquanto não tiver saído a decisão sobre a anulação da prova (Barbini)
Também na capital mineira, foi revelado na internet que o Colégio Bernoulli aplicou uma questão num simulado, em setembro, parecida com uma cobrada no Enem do último fim de semana. A pergunta 77 da prova da escola é bastante similar à questão 137 do caderno amarelo do exame do MEC. (Veja aqui a questão)
Segundo o MEC, trata-se apenas de uma "coincidência". O órgão informou que a escola não fornece itens para o Enem e que nenhum colégio mineiro sequer participou do pré-teste.
A pasta também negou que 320 alunos de um curso pré-vestibular que funciona no Colégio Christus, em Fortaleza, também tiveram acesso às 14 questões idênticas às do Enem que havia numa apostila da escola. De acordo com o MEC, a Polícia Federal trabalha com a hipótese de um professor de física ter passado o material para um grupo restrito de estudantes do curso regular de ensino médio.
Em nota, o colégio em Fortaleza informou que vai recorrer da decisão do Ministério de cancelar a prova dos alunos do Christus. A escola nega ter praticado qualquer ato ilegal. Para o colégio, a solução mais justa é anular somente as questões que vazaram.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/vestibular/mat/2011/10/28/justica-federal-no-ceara-da-prazo-ate-segunda-feira-para-inep-se-manifestar-sobre-pedido-de-anulacao-do-enem-2011-925679597.asp#ixzz1cAu1GAjr 
© 1996 - 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. 

domingo, 23 de outubro de 2011

Tema da Redação 2011 - Redes Sociais


Tema da redação do Enem 2011 é 'Viver em rede no século XXI: os limites entre o público e o privado'

Publicada em 23/10/2011 às 13h59m
O Globo (educacao.online@oglobo.com.br)
  • R1
  • R2
  • R3
  • R4
  • R5
  • MÉDIA: 5,0
Uma das tirinhas da série 'Quadrinhos dos anos 10', do cartunista André Dahmer, que foi usada na prova de redação do Enem 2011. Foto: reprodução da internet
RIO - O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio 2011, o Enem, é "Viver em rede no século XXI: os limites entre o público e o privado". Os textos de referência são os artigos "Liberdade sem fio", da revista "Galileu" e "A internet tem ouvidos e memória", do portal Terra. Há ainda uma tirinha do cartunista André Dahmer, da série "Quadrinhos dos anos 10".
A informação contraria o boato de que o tema da redação teria vazado neste sábado (22). Segundo estudantes de Petrolina, em Pernambuco, a proposta da banca relacionava "o povo indígena e a Justiça brasileira". O Ministério da Educação (MEC) já havia negado, ontem, o vazamento. O órgão assegurou que as provas estavam lacradas sob a proteção do Exército.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/vestibular/mat/2011/10/23/tema-da-redacao-do-enem-2011-viver-em-rede-no-seculo-xxi-os-limites-entre-publico-o-privado-925637773.asp#ixzz1bd2W36Hp 
© 1996 - 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. 

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Esportes


Atletas contam como é difícil conciliar o esporte e o vestibular. Alguns precisam até abdicar de um para focar no outro

Plantão | Publicada em 17/05/2011 às 10h01m
Lauro Neto
  • R1
  • R2
  • R3
  • R4
  • R5
  • MÉDIA: 5,0
O estudante Mateus Alves controla uma bola e, ao mesmo tempo, segura um dos livros que usa em seus estudos. Ele é um dos jovens que dividem seu tempo entre o esporte - no seu caso, o futebol - e os estudos -
RIO - No país sede da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, ser atleta é um desafio. Ainda mais se houver a intenção de conciliar o esporte com os estudos. Clara Duarte, de 17 anos, que o diga. Campeã mundial juvenil de trampolim acrobático em 2009, a ginasta teve de largar os treinos no início deste ano para se dedicar ao vestibular.
- Parei de treinar porque nunca recebi nenhum tipo de apoio da ginástica. Como o estudo era meu único caminho seguro de ganhar dinheiro, tive que largar o esporte. Foi o rompimento de um laço muito forte que eu tinha com a ginástica - lamenta a menina, que treinava no Alfa Cem, colégio em que estuda. - Quase entrei em depressão porque tive que largar.
É pena. Agora, as viagens que ela fazia para competir terão que se restringir à carreira das Relações Internacionais, que Clara pretende seguir.
- Viajava bastante para competir, mas quem bancava minhas viagens era minha família, que não tem condições financeiras boas - conta a ex-atleta, que aposentou o collant numa mala. - Custa mais de R$ 200, e tenho de guardá-lo com cuidado para não estragar.
Já Mateus Alves, de 18 anos, amarrou as chuteiras e mirou mais longe. Apaixonado por futebol desde pequeno, acabou de fazer o SAT (exame de ingresso em universidades americanas) e o TOFL (teste de proficiência em inglês), com o sonho de estudar nos Estados Unidos .Por garantia, também se inscreveu no primeiro exame de qualificação da Uerj.
Treino do Vasco em São Januário. Eder Luis faz alongamento antes do treinamento. Foto Alexandre Cassiano / Agencia O Globo.
- Caso não dê certo lá, tenho uma segunda opção aqui - diz Mateus, que pretende estudar Publicidade. - Mas quero dar mais ênfase ao esporte. Se for bem nas provas do SAT e TOFL, tenho mais chances de escolher as melhores universidades.
Em 2010, quando estava no 2 ano do QI, ele decidiu fazer supletivo para poder treinar num clube em Angra dos Reis. Este ano, voltou atrás e se matriculou no curso pré-vestibular Pensi.
- Comecei a fazer um supletivo para investir no futebol. Fiz teste para o CFZ e ia fazer para o Vasco, mas não tive tempo suficiente para ganhar ritmo de jogo. Me arrependi e voltei a estudar. Agora, tento conciliar os dois - ele explica.
Sua colega de colégio Yasmim Valéria, de 16 anos, tem um ritmo parecido. Ela veio de Fortaleza este ano para nadar no Flamengo. Acorda às 5h30, estuda das 7h às 12h30 e das 13h30 às 15h40 - e treina das 17h às 20h. Em 2010, ganhou duas pratas e um bronze no nado borboleta nos Jogos Escolares, na França. Agora, sonha mais alto:
- Quero representar o Brasil nas Olimpíadas e pretendo fazer faculdade de Direito ou Relações Internacionais. Acho que dá para conciliar.
Tomara que dê.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/vestibular/mat/2011/05/17/atletas-contam-como-dificil-conciliar-esporte-o-vestibular-alguns-precisam-ate-abdicar-de-um-para-focar-no-outro-924478984.asp#ixzz1b9Ijr200 
© 1996 - 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.