terça-feira, 18 de outubro de 2011

Esportes


Atletas contam como é difícil conciliar o esporte e o vestibular. Alguns precisam até abdicar de um para focar no outro

Plantão | Publicada em 17/05/2011 às 10h01m
Lauro Neto
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O estudante Mateus Alves controla uma bola e, ao mesmo tempo, segura um dos livros que usa em seus estudos. Ele é um dos jovens que dividem seu tempo entre o esporte - no seu caso, o futebol - e os estudos -
RIO - No país sede da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, ser atleta é um desafio. Ainda mais se houver a intenção de conciliar o esporte com os estudos. Clara Duarte, de 17 anos, que o diga. Campeã mundial juvenil de trampolim acrobático em 2009, a ginasta teve de largar os treinos no início deste ano para se dedicar ao vestibular.
- Parei de treinar porque nunca recebi nenhum tipo de apoio da ginástica. Como o estudo era meu único caminho seguro de ganhar dinheiro, tive que largar o esporte. Foi o rompimento de um laço muito forte que eu tinha com a ginástica - lamenta a menina, que treinava no Alfa Cem, colégio em que estuda. - Quase entrei em depressão porque tive que largar.
É pena. Agora, as viagens que ela fazia para competir terão que se restringir à carreira das Relações Internacionais, que Clara pretende seguir.
- Viajava bastante para competir, mas quem bancava minhas viagens era minha família, que não tem condições financeiras boas - conta a ex-atleta, que aposentou o collant numa mala. - Custa mais de R$ 200, e tenho de guardá-lo com cuidado para não estragar.
Já Mateus Alves, de 18 anos, amarrou as chuteiras e mirou mais longe. Apaixonado por futebol desde pequeno, acabou de fazer o SAT (exame de ingresso em universidades americanas) e o TOFL (teste de proficiência em inglês), com o sonho de estudar nos Estados Unidos .Por garantia, também se inscreveu no primeiro exame de qualificação da Uerj.
Treino do Vasco em São Januário. Eder Luis faz alongamento antes do treinamento. Foto Alexandre Cassiano / Agencia O Globo.
- Caso não dê certo lá, tenho uma segunda opção aqui - diz Mateus, que pretende estudar Publicidade. - Mas quero dar mais ênfase ao esporte. Se for bem nas provas do SAT e TOFL, tenho mais chances de escolher as melhores universidades.
Em 2010, quando estava no 2 ano do QI, ele decidiu fazer supletivo para poder treinar num clube em Angra dos Reis. Este ano, voltou atrás e se matriculou no curso pré-vestibular Pensi.
- Comecei a fazer um supletivo para investir no futebol. Fiz teste para o CFZ e ia fazer para o Vasco, mas não tive tempo suficiente para ganhar ritmo de jogo. Me arrependi e voltei a estudar. Agora, tento conciliar os dois - ele explica.
Sua colega de colégio Yasmim Valéria, de 16 anos, tem um ritmo parecido. Ela veio de Fortaleza este ano para nadar no Flamengo. Acorda às 5h30, estuda das 7h às 12h30 e das 13h30 às 15h40 - e treina das 17h às 20h. Em 2010, ganhou duas pratas e um bronze no nado borboleta nos Jogos Escolares, na França. Agora, sonha mais alto:
- Quero representar o Brasil nas Olimpíadas e pretendo fazer faculdade de Direito ou Relações Internacionais. Acho que dá para conciliar.
Tomara que dê.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/vestibular/mat/2011/05/17/atletas-contam-como-dificil-conciliar-esporte-o-vestibular-alguns-precisam-ate-abdicar-de-um-para-focar-no-outro-924478984.asp#ixzz1b9Ijr200 
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